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Saiba como o volume de concreto e controle de temperatura impactam nas fundações

O universo da construção civil continua se expandindo e surgem, cada vez mais, novas técnicas e procedimentos para melhorar os projetos e fundações

Atualmente, muitas construções e empreendimentos exigem criatividade e dinâmica, tanto para o design da obra, quanto para driblar as dificuldades da sua construção.

Realizar um planejamento rigoroso é um dos principais pontos para se ter sucesso neste tipo de projeto. Um dos empreendimentos que está se destacando é o Esther Towers, um complexo corporativo triple A atualmente em construção na zona sul de São Paulo.

O novo eixo comercial da cidade paulista fica localizado próximo à marginal do Rio Pinheiros e desde o seu início enfrentou dificuldades e vem superando desafios técnicos em função de suas dimensões. 

Para isto, além de planejar cada passo cuidadosamente, também foram utilizados traço especial e técnicas de resfriamento, processos cruciais para o sucesso da execução de blocos de fundações.

A conclusão das Esther Towers está prevista para março de 2023, com área total construída de quase 165 mil metros quadrados. O empreendimento composto por duas torres com linhas arrojadas e são conectadas no topo por um heliponto. 

Cada torre contará com 31 pavimentos, além de três subsolos. A estrutura foi concebida e recebe a assinatura do arquiteto Carlos Ott.

Um dos desafios técnicos causados pelas suas dimensões está no grande volume de escavação. 

O projeto de construção civil chegou a 14 metros de profundidade e envolveu a remoção de 140 mil metros cúbicos de terra. Para contornar esta dificuldade, foi preciso estabelecer uma gestão fundamental, que organizasse precisamente o cronograma, além de criar dois turnos de trabalho.

Na etapa das fundações, um dos principais desafios foi a execução de 14 mega sapatas, sendo que a maior delas com 1.700 metros cúbicos de concreto.

 Para conseguir dar conta desta logística, foi preciso um planejamento especial, que utilizou quatro bombas-lança operando simultaneamente. Também foi utilizado um fluxo de caminhões intenso para abastecer a obra de concreto.

Outro ponto importante, que ocorreu durante a etapa de planejamento, foi a execução de uma série de simulações para planejar essa concretagem e, com isso, se tornou possível também deixar uma reserva técnica em caso de emergência.

Com relação a mega sapata, a etapa de concretagem durou onze horas e foi feita sem interrupções. 

Em média, para cada caminhão-betoneira, o descarregamento foi realizado em três minutos totalizando 215 carregamentos. 

Também ocorreu um planejamento para que fosse possível manter a produtividade da obra e ainda garantir que o lançamento do concreto continuasse ocorrendo, mesmo com as altas temperaturas.

Para que ocorresse tudo corretamente com a concretagem, foi elaborado um traço especial, com a capacidade de atingir alta resistência e ser utilizado em todo o bloco. Com o grande volume da sapata, se tornou fundamental controlar a temperatura gerada pelo material. 

O calor pode causar futuras patologias de origem térmica e, por isso, foi fundamental encontrar uma solução de resfriamento. Para isso, adicionou-se gelo à concretagem em três etapas, o que limitou em até 65 graus Celsius o calor total liberado pelo concreto no bloco.

Assim, o concreto utilizado nas fundações das Esther Towers se caracteriza por atingir alta resistência (50 MPa e 65 MPa) com baixo consumo de cimento e alta fluidez, com slump de 22 a 26 para lançamento. Ao todo foram utilizados três traços diferentes com classe de consistência S220 e dosagens distintas de gelo.

E dada a importância do controle da qualidade durante a execução dos blocos de fundações, medições periódicas da temperatura do concreto foram realizadas, além de testes de consistência pelo abatimento do tronco de cone (slump test) e de módulo de elasticidade, além de moldagens de prova para ensaio de compressão axial em diversas idades.

Apesar das dificuldades, através deste planejamento rigoroso e da combinação de soluções construtivas tradicionais, com sistemas que permitem maior grau de industrialização, foi possível executar as fundações de forma correta e garantir a continuidade do projeto das Esther Towers. 

A partir disso, também se tornou viável buscar um equilíbrio entre velocidade de execução e custo.

Outro ponto interessante está na sustentabilidade, algo que se tornou um exigência do mercado de construção civil

As Esther Towers foram pensadas, desde o início do projeto, com a ideia foi desenvolver um conjunto com soluções e tecnologias que permitissem reduzir o consumo de água e de energia, visando a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

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