Parâmetros usados para a escolha do tipo de fundação.

Parâmetros usados para a escolha do tipo de fundação.

Parâmetros usados para a escolha do tipo de fundação

Escolher o tipo de fundação é fundamental para a construção de um novo empreendimento. Existem diversas perspectivas que devem ser analisadas antes de tomar essa decisão. Afinal, a fundação é o coração da obra e não selecionar o modelo correto pode acarretar até mesmo na inviabilização da obra.

Para fazer a escolha e dimensionamento correto é necessário fazer o estudo do solo e analisar diversos critérios importantes para esse tipo de trabalho. 

Por exemplo, a fundação vai depender do tipo de solo, do tamanho e peso do imóvel, se existe um alicerce mais adequado para que não haja rupturas, instabilidade ou deformações e a obra permaneça no lugar.

Assim, separamos os alguns parâmetros usados para a escolha do tipo de fundação, que podem influenciar diretamente nessa decisão. Confira!

Principais parâmetros utilizados para escolher o tipo de fundação

Existem diversas variáveis que precisam ser pensadas antes de escolher o tipo de fundação. Em primeiro lugar, é necessário fazer a análise de critérios técnicos. Desse modo, é possível fazer a escolha de qual modelo será utilizado e como fazer melhor essa execução.

Além disso, é necessário realizar os cálculos de maneira criteriosa, já que o mecanismo de redistribuição de cargas pode causar danos à estrutura. Temos por exemplo o caso do maciço, que pode ocorrer o esmagamento dos pilares periféricos.

Isso acontece porque se ele for horizontalmente homogêneo, com a estrutura da fundação apoiada na mesma cota e dimensionada para o mesmo coeficiente de segurança. 

Também existem outros casos em que a redistribuição de esforços poderá resultar na transferência de carga dos apoios da extremidade para os apoios do centro. Desse modo pode novamente causar o esmagamento destes apoios.

Também destacamos alguns exemplos de limitações de emprego de algum tipo de fundação: Estacas moldadas in loco em solo mole podem ter o fuste estrangulado, já estacas pré-moldadas de concreto podem quebrar quando cravadas em solo muito resistente ou em solos com matacões.

Topografia da área – Primeiramente deve ser analisado os dados sobre taludes e encostas no terreno, ou que possam atingir o terreno. 

Além disso, é importante analisar dados sobre erosões, ocorrência de solos moles na superfície. Nesse caso, existe a necessidade de efetuar cortes e aterros e verificar a presença de obstáculos, como aterros com lixo ou matacões.

Características do maciço de solo – Nesse parâmetro é analisada a variabilidade das camadas e a profundidade de cada uma delas. Também deve ser verificada a existência de camadas resistentes ou adensáveis e compressibilidade e resistência dos solos. Por último, deve ocorrer a posição do nível d’água.

Dados da estrutura – São informações importantes para escolher o tipo de fundação. Aqui são analisados a arquitetura, o tipo e o uso da estrutura, como por exemplo, se consistem em um edifício, torre ou ponte, se há subsolo e ainda as cargas atuantes.

Após realizar esse estudo, é feito o descarte de todas as fundações que oferecem limitações de emprego para a obra em que se está realizando a análise. Desse modo, há uma grande diversidade de opções para serem adotadas.

Ou seja, quando é elaborado o projeto de fundação, muitas vezes ele apresenta diversas soluções para cada caso e para que o construtor escolha o tipo mais adequado de acordo com: custo, disponibilidade financeira e o prazo desejado.

Dados sobre as construções vizinhas – É muito importante analisar as o entorno da obra antes de iniciar a construção. 

Desse modo, deve-se verificar o tipo de estrutura e das fundações vizinhas e a existência de subsolo. Também é importante constatar se já ocorreram danos anteriormente e prever possíveis consequências de escavações e vibrações provocadas pela nova obra

Aspectos econômicos – Por último, também existe o fator financeiro para escolher o tipo de fundação. Além do custo direto para a execução do serviço, deve-se considerar o prazo de execução. Nesse sentido, existem casos em que a solução mais custosa oferece um prazo de execução menor e por consequência, mais atrativa.

Também é importante que a pessoa responsável pela contratação tenha o conhecimento dos tipos de fundação disponíveis no mercado e de suas características. A partir disso, existe a possibilidade de escolher a solução que atenda às características técnicas e ao mesmo tempo se adeque à realidade da obra.

Conheça os principais modelos de fundação

Em conclusão, também é fundamental conhecer os principais tipos de fundação para fazer a escolha adequada. Existem dois tipos de fundação principais, que são classificadas em superficiais e profundas.

As fundações superficiais também podem ser denominadas como rasas ou diretas e são recomendadas principalmente para projetos com até dois andares. Esse nome é utilizado pois esses modelos ficam com menos de três metros de profundidade. As principais superficiais são:

Sapata – As sapatas são elementos que apresentam diferentes tipos de bases, podendo ser quadrada, retangular ou trapezoidal. Esse tipo de fundação é conhecido por ter a tensão resistida pela sua armadura e não pelo concreto.

Para o modelo de sapata isolada, a carga da edificação é transferida para as colunas e então para a sapata, distribuído o peso para o solo. Um outro modelo, que é a sapata corrida, a carga é transmitida para as colunas e depois dividido linearmente para o solo.

Viga Baldrame – Esse modelo também é conhecido como viga de fundação e consiste em uma viga de concreto simples ou armado construída. 

Ela fica posicionada abaixo do nível do solo e pode ser estendida por todas as paredes e podendo inclusive servir para ligar as sapatas. A viga baldrame serve para distribuir a carga da edificação e também ajuda a travar as colunas da construção.

Radier – O último tipo de fundação superficial que vamos abordar é o radier. Essa fundação é como uma placa ou laje de concreto armado que recebe todo peso da edificação e o distribui por todo o terreno.

 Ele abrange toda a área de construção e, em geral, é utilizado principalmente em pequenas propriedades e em obras leves de alvenaria estrutural. Apresenta como vantagem a economia de materiais e a rapidez na execução.

As fundações profundas são aplicadas quando o solo é mais fraco ou então quando possui uma carga muito grande. Para esse modelo é necessário escavar mais o solo, geralmente mais do que três metros.

Estacas – As estacas podem ser cavadas ou perfuradas, possuindo grande comprimento e seções transversais pequenas. 

Em geral, elas costumam ser executadas com máquinas e ferramentas, não necessitando a descida do operador. Além disso, é possível realizar com diferentes materiais como aço, madeira ou concreto, pré-moldado ou virado na obra.

Caixões – Essas fundações podem ser concretadas na superfície do terreno. Possuem forma prismática e são instalados por escavação interna, podendo inclusive utilizar ou não ar comprimido, dependendo do tipo de material.

Tubulações – Concluindo, as tubulações são um tipo de fundação mais indicadas para obras que possuem cargas elevadas, por exemplo em prédios de grande porte, viadutos e pontes. Desse modo, deve ocorrer a descida de pessoas para a sua construção para alargar a base e/ou fazer a limpeza do fundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa de ajuda?