Os perigos da lama bentonítica

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Os perigos da lama bentonítica

lama bentonítica

lama bentonítica

Muitas técnicas para a utilização de fundações foram desenvolvidas ao longo dos anos. Estes métodos foram sendo adaptados e  evoluindo conforme as necessidades de cada projeto e, principalmente, conforme as dificuldades impostas pelos territórios onde a obra de construção civil seria localizada. Hoje a União Fundações vai abordar o uso da lama bentonítica, que é muito utilizado ainda, mas que também pode oferecer certos riscos se não for utilizada corretamente.

Em primeiro lugar, devemos dizer que a lama bentonítica consiste em um resíduo muito importante na construção civil. Ela também é conhecida como lama de perfuração e é composta, basicamente, por água e bentonita. A bentonita nada mais é do que a argila formada a partir de silicato hidratado de alumínio.

A mistura é usada, principalmente, para dar mais sustentação ao solo em escavações. Isto acontece quando ela é injetada em alta pressão para dentro do solo, preenchendo os vazios e impedindo que aconteça desabamentos. Com a ação anti-infiltrante e seu aspecto gelatinoso, sua utilização acaba resultando em uma espécie de película protetora. Outro aspecto de sua aplicação é a rápida sedimentação e, por isso, é escolhida para projetos que precisam de pronto isolamento.

Quando aplicada corretamente, a lama bentonítica, oferece a vantagem de reduzir ao mínimo as alterações do terreno vizinho ou perfurações em decorrência da continuidade da ação estabilizante. No entanto, para que este processo seja viável, precisa-se levar em conta que o transporte e o descarte incorreto podem causar graves danos ambientais.

Perigos lama bentonítica

Existem diversos aspectos positivos a serem considerados na utilização da lama bentonítica. No entanto, também há fatores que precisam ser percebidos com relação aos seus perigos. Como ela tem uma densidade rápida de sedimentação, pode apresentar riscos de contaminação do meio ambiente caso não seja descartada corretamente. Assim, ela pode provocar o impedimento da oxigenação em rios, por exemplo.

O “cake” que é formado ao preencher o solo usando a lama bentonítica pode causar a extinção de alguns seres, tanto da fauna como da flora. Evidentemente que o impacto ambiental pode ser ainda maior, dependendo do tamanho do descarte de material realizado. Neste sentido, por ser um produto coloidal e plastificante, pode provocar diminuição da permeabilidade do solo. E, também, pode provocar, podendo até mudar o curso d’água e assim tornar o solo improdutivo.

Em relação a saúde dos trabalhadores que manuseiam a lama bentonítica, existem diferentes especificações para cada produto utilizado para realizar a mistura e formar a lama durante as obras de fundações. Porém, podemos destacar algumas possibilidades de doenças que o uso incorreto pode causar. Um exemplo é a capacidade de gerar problemas respiratórios por exposição prolongada, sendo o pulmão um dos órgãos mais vulneráveis. Além disso, apresenta um potencial cancerígeno.

Como deve ser o descarte

Para evitar os impactos ambientais e na saúde dos trabalhadores é necessário aplicar um estudo para realizar o descarte correto. Em primeiro lugar, precisa-se estar atento na contratação de empresas de descarte, pois elas devem ser licenciadas pelos órgãos ambientais.

Além disso, a lama bentonítica pode passar por uma reciclagem ou ser encaminhada para aterros sanitários. Uma das opções é elimina o poluente através de um tratamento feito com um pó químico que reage com a bentonita e assim transforma-a em flocos. Já a água separada da lama bentonitica, pode ser descartada, ou ainda aproveitada para lavagem ou reuso em sanitários.

Outra opção é transportar a lama bentonítica para uma estação de tratamento específica ou para aterros preparados para receber o material. É importante que a empresa contratada tenha caminhões adequados para fazer esse transporte e com sistemas de vácuo de extrema eficiência.

Além do descarte correto, também é possível realizar a substituição do material. O polímero sintético é uma opção cada vez mais comum como substituição da lama bentonítica. Além de evitar os gastos de todo o trabalho de descarte, também resulta na diminuição dos impactos negativos para o meio ambiente.

Ao entrar em contato com a água, os polímeros se transformam em uma espécie de cola que acaba dando mais estabilidade para as escavações. Além disso, os polímeros causam menos impacto para o meio ambiente e seus resíduos podem ser tratados e reaproveitados.

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