Fundações em terrenos com lençol freático, entenda como funciona

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Fundações em terrenos com lençol freático, entenda como funciona

Existem muitas características dos solos que podem atrapalhar durante a execução de uma obra de construção civil ou até mesmo da implementação de fundações. Uma das grandes preocupações dos profissionais do setor é a água. Nesse sentido, ao encontrar um lençol freático no terreno, é preciso ter experiência e seguir alguns procedimentos para resolver esta situação. Por isso hoje a União Fundações vai ajudar você a entender como funciona as fundações em solos com lençol freático.

Em primeiro lugar, devemos frisar a importância da sondagem de solo. Esta técnica é uma etapa vital em qualquer tipo de obra e deve ser feita antes de iniciar qualquer projeto de construção civil. Ela é o procedimento realizado para determinar as propriedades físicas do solo e, a partir disso, podemos saber todos os problemas que serão enfrentados, inclusive a presença de água. No entanto, ao saber a fundação terá este nível de umidade, é preciso buscar mais informações sobre a origem do mesmo. Desse modo, a partir de análises podemos descobrir se este problema vem de um lençol freático ou de uma mina.

Muitos problemas podem acarretar no momento em que um terreno está no nível do lençol freático. Dentre eles, o mais impactante é o desmoronamento. Assim, é preciso escolher algumas técnicas para eliminar estes riscos e deixar a obra mais segura. Além disso, caso estes procedimentos não sejam feitos ou não forem executados por equipes qualificadas, existem grandes chances de no futuro ocorrer afloramento dá água na construção. O lençol freático também pode ter influência na capacidade de carga tensão admissível do solo. Ou seja, na capacidade de carga dividida pelo fator de segurança pré-determinado. Deve-se pensar nisso, pois erros podem causar a ruptura ou deformação excessiva.

Antigamente, com tecnologias mais precárias, acreditava-se que não era possível construir ao encontrar um lençol freático no terreno. No entanto, com o avançar dos equipamentos e dos estudos, mesmo que ainda apresente dificuldades, é extremamente viável dar continuidade ao projeto. Por isso, é preciso saber a condição de saturação e submersão. Abaixo do nível do lençol freático o solo estará na condição de submersão e caso esteja acima do solo significa em saturação. Nos solos, por capilaridade, a água se eleva por pequenos espaços deixados pelas partes sólidas da composição do terreno e o nível de água dependerá da sua natureza.

Rebaixamento do lençol freático

Outra técnica bastante comum é o rebaixamento do lençol freático. Os pontos positivos desse método interceptam a percolação, aumenta a estabilidade, reduz a carga lateral e melhora as condições de escavação e aterro do solo. Para fazer a execução são instaladas bombas de sucção que retiram a água do subsolo e deixam o terreno praticamente seco. Assim fica muito mais prático de realizar o trabalho de escavação e concretagem.

No entanto é preciso fazer uma análise minuciosa também dos terrenos ao redor da construção antes de realizar o rebaixamento. Este cuidado deve-se ao fato da possibilidade de reduzir a umidade média do solo das casas em volta, impactando com a vitalidade de vegetações e originando outros problemas, como surgimento de crateras. Por isso a União Fundações não recomenda este tipo de técnica, já que existem outras mais funcionais e seguras.

Estacas Hélice Contínua Monitorada

Um dos modelos mais modernos que mais são utilizados para fundações no nível do lençol freático são as estacas hélice contínua monitorada. Ideais para fundações profundas, no entanto, é possível que qualquer elemento deste tipo de fundação possa ser usado em solos com lençol freático elevado, exceto em tubulões a céu aberto. Também podem ser usadas estacas escavadas de grande diâmetro e estacas de aço. Em todos estes modelos o recomendado é realizar a impermeabilização, assim evita-se a contaminação da água e também impede que ela comprometa a durabilidade e o desempenho do trabalho.

A estaca hélice contínua monitorada permite a execução em terrenos coesivos e arenosos, solos com lençol freático ou não. O equipamento tem a capacidade de perfuração de 200 a 400 m por dia, dependendo do diâmetro da hélice, da profundidade e da resistência do terreno. Sua execução ocorre com uma estaca por um trado contínuo que injeta concreto através de uma haste central simultaneamente à sua retirada do terreno. Das diversas vantagens, podemos destacar a sustentabilidade do método, já que ele não utiliza materiais que agridem o meio ambiente, como lama bentonítica, por exemplo.

Este método é mais seguro, pois não causa descompressão do terreno. Na União Fundações as operações com este maquinário são realizadas com um computador, que através de sensores, monitora a perfuração, injeção de concreto, velocidade de rotação e outras estatísticas necessárias para a execução da fundação. Esse tipo de estaca pode ser executado em terrenos, com existência de nível d’água e não emite vibrações para terrenos vizinhos. Sua locomoção é rápida, pois o equipamento é instalado sobre a estrutura de escavadeiras hidráulicas, sobre esteiras.

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