Em que tipo de solo as sapatas são indicadas?

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Em que tipo de solo as sapatas são indicadas?

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As sapatas são elementos da fundação rasa ou superficial de concreto armado. Geralmente possuem base em planta quadrada, retangular ou trapezoidal. Elas devem ser dimensionadas para que as tensões de tração que atuam sobre a fundação sejam resistidas pela armadura e não pelo concreto.

Além disso, esses tipos de fundação possuem capacidade de carga baixa a média e a principal indicação de uso são feitas no caso de as sondagens de reconhecimento do subsolo indiquem a presença de argila rija, dentre outros. 

Ou seja, o tipo de solo mais indicado para o seu uso é o argiloso, que se caracteriza pelos grãos microscópicos (com diâmetro máximo de 0,005 milímetros), de cores vivas e de grande impermeabilidade.

Elas são as partes mais largas e inferiores de um alicerce. Conforme a NBR 6122/2010, as sapatas podem ser definidas como “elemento de fundação superficial, de concreto armado, dimensionado de modo que as tensões de tração nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura especialmente disposta para esse fim”.

Outra Norma Regulamentadora que trata delas é a NBR 6118, que define como “estruturas de volume usadas para transmitir ao terreno as cargas de fundação, no caso de fundação direta”.

Desse modo, podemos destacar que as sapatas são de extrema importância por fazer a sustentação do peso da construção, aumentando a distribuição da carga no solo. Assim, a segurança e resistência dos mais variados tipos de obras passam a estar garantidas.

As principais vantagens da utilização das sapatas são o fato de terem baixo custo, rapidez de execução e a capacidade de construção sem equipamentos e ferramentas especiais. Além disso, caso a fundação em sapatas seja bem dimensionada e executada por profissionais especializados, é possível fazer com pouca escavação, baixo consumo de concreto e maior resistência às cargas.

No entanto, como em todos os projetos de construção civil, as especificações da sapata são influenciadas de acordo com o tipo de estrutura a ser utilizada e o tipo de solo do local. 

Recomenda-se utilizar sapatas para regiões onde o solo é estável e com boa resistência nas camadas superficiais e suportam grande capacidade de cargas comparadas a outros tipos de fundação rasa ou direto como blocos não armados, radier e viga baldrame.

Como destacamos anteriormente, o método de execução das sapatas é relativamente simples. A sapata de cota mais baixa deve ser executada primeiro e de acordo com a NBR 6122, nenhuma sapata deve ter dimensão menor do que 60 cm.

Para que elas possam ser realizadas, é necessário fazer a escavação do terreno onde será feita a sapata, de acordo com o projeto de fundações, seguindo as dimensões e cotas indicadas. 

Após isso, se dá início a aplicação de uma camada de concreto, com a função de proteger a armadura da sapata contra a umidade do solo.

Em seguida, deve-se colocar as fôrmas de acordo com o projeto de locação de obra e os espaçadores na superfície de apoio onde foi aplicado o concreto, para evitar que o cobrimento do aço não seja atendido. 

Conforme o projeto de fundações, coloca-se a armadura e depois deve ser executado o posicionamento da armadura. Por último, realiza-se concretagem da sapata e após a cura do concreto, é feito a desforma da sapata e o devido reaterro da cava da sapata.

Tipos de sapatas

Sapata isolada – um dos tipos de sapatas mais comuns e simples utilizadas em fundações superficiais. O seu dimensionamento para suportar a carga é feita apenas com um pilar ou coluna, podendo ser de formato quadrado, retangular, circular etc.

Sapata corrida – são sapatas que tem como função suportar cargas oriundas de elementos contínuos que possuem cargas distribuídas linearmente como muros, paredes e outros elementos alongados.

Também são utilizadas em fundações rasas, principalmente onde sua escavação é feita, geralmente, à mão sem a necessidade do uso de máquinas ou equipamentos especiais. Normalmente é executada com concreto ciclópico (concreto e pedras de mão).

Sapata associada – as sapatas associadas também podem ser conhecidas como radier parcial. Basicamente, é uma sapata comum, mas que utiliza diversos pilares em sua execução. Em geral, são empregadas quando a posição de duas sapatas isoladas ficarem muito próximas por falta de espaço ou opção estrutural.

Desse modo, as bases das sapatas poderiam ficar sobrepostas ou influenciar na outra estruturalmente fazendo com que o uso de uma única sapata associada pudesse receber as cargas de dois ou mais pilares próximos.

Sapata alavancada – as sapatas alavancadas, que também podem ser conhecidas como viga de equilíbrio, são utilizadas quando a base da sapata não coincide com o centro de gravidade do pilar por estar próximo a alguma divisa ou outro obstáculo.

Assim, cria-se uma viga entre duas sapatas de maneira a suportar o momento fletor gerado pela excentricidade.

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