Confiança da construção civil alcança o maior patamar desde 2014

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Confiança da construção civil alcança o maior patamar desde 2014

O ano de 2020 está quase acabando e, com ele, esperamos que todos os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus fiquem para trás. Mas sabemos que vamos ter grandes dificuldades para enfrentar em 2021 e isso não será tão simples assim. No entanto, algumas perspectivas mostram que podemos acreditar em um futuro melhor, não só no âmbito da saúde/sanitário, mas como também no quesito econômico. E, como conseguimos perceber em diversas perspectivas que indicam que o setor da construção civil vai ser fundamental para a retomada da economia. Um exemplo é a recente noticia que a União Fundações trouxe, informando que confiança da construção civil teve alta pelo quarto mês consecutivo.

Hoje, trazemos mais uma notícia que fortalece o setor, nesse sentido, e é importante para que possamos recuperar o país economicamente no próximo ano. Conforme apuração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), noticiado pela AECWeb, o Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou em outubro uma elevação de 3,7 pontos, chegando a 95,2 pontos. Isto representa o maior valor desde março de 2014 (96,3 pontos), provando ainda mais a força e a confiança da construção civil. Como falamos anteriormente, esse aumento ocorre pela quarta vez seguida neste ano, fazendo com que as médias móveis trimestrais apresentem variação de 3,8 pontos em relação ao mês anterior.

De acordo com a coordenadora de Projetos da Construção da FGV do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), Ana Maria Castelo, existe uma percepção positiva dos empresários, que possivelmente terá impactos no mercado de trabalho. “Enquanto o mercado imobiliário está sendo impulsionado pelas taxas de juros em níveis historicamente baixos, a infraestrutura se beneficia dos investimentos das prefeituras e das recentes mudanças regulatórias. O impacto na atividade mal começou a se evidenciar no mercado de trabalho, mas a percepção positiva dos empresários do segmento de Preparação de Terrenos sinaliza continuidade e fortalecimento desse movimento de recuperação”, destaca.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST), que apura a confiança do empresário da construção no momento presente, aumentou 5,1 pontos, chegando a 91,5 pontos, maior valor desde setembro de 2014 (92,3 pontos). Foram estes números que potencializaram a alta registrada em outubro foi influenciada pela melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) – cálculo da confiança do empresário da construção para os próximos meses – cresceu 2,3 pontos, alcançando 99,1 pontos. Tanto o indicador de demanda prevista quanto o de tendência dos estoques apresentaram alta, alcançando 99,1 pontos e 99 pontos, respectivamente. Enquanto isso, o Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) do setor aumentou 2,4 pontos percentuais, para 74,5%.

Confiança da construção civil: retomada da economia

Mesmo com a crise sanitária do novo coronavírus e a crise econômica que é reflexo da pandemia, a economia brasileira vem demonstrando sinais de recuperação. Esta elevação é puxada por dois setores muito importantes para o Brasil: agronegócio e construção civil. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), só no mês de julho de 2020 registrou 41.986 vagas de emprego geradas pela construção civil, sendo superado apenas pela indústria que abriu novos 53.590 postos de trabalho. O Brasil registrou 1,04 milhão de contratações e 912 mil demissões, com um saldo de 131 mil admissões. Este mês é marcante, pois foi o primeiro desde o início da pandemia com saldo positivo.

Os danos causados à saúde pública pelo coronavírus são irreparáveis. No entanto, os efeitos negativos que a pandemia causou na economia mundial começaram a ser revertidos a partir do segundo semestre, impulsionados por diversos setores, mas, principalmente, pela construção civil. Outro exemplo se dá pelo PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio, que deve crescer 2,5% em 2020, enquanto o PIB geral deve sofrer retração de 6%, segundo números do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Existem diversos fatores que contribuíram para esse destaque do setor. Durante a pandemia as atividades continuaram, com as devidas proteções sanitárias. Além disso, a baixa taxa de juros e o incremento do financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança colaboraram para que o otimismo de empresários em relação à construção civil aumentasse. O setor é de grande impacto para a sociedade, já que tem relação direta com infraestrutura e exportação, além de das suas características essenciais, que auxiliam no fomento ao emprego no Brasil.

Com o destaque do setor imobiliário e o setor de materiais de construção, que fazem parte da construção civil, a curva de crescimento tende a aumentar no último trimestre do ano. Além disso, para o período pós-pandemia, a queda da taxa Selic, a continuidade das obras públicas de infraestrutura e o aumento da incorporação imobiliária devem fazer com que essa confiança da construção civil aumente ainda mais e confirme uma retomada para a economia brasileira.

 

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