Como uma boa fundação pode evitar prejuízos em obras

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Como uma boa fundação pode evitar prejuízos em obras

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Como uma boa fundação pode evitar prejuízos em obras

Cada vez mais a construção civil vem se aprimorando para dar máxima eficiência e qualidade aos projetos de novos empreendimentos. Nesse sentido, uma fundação é essencial, tanto para o projeto como um todo, quanto para assegurar a segurança e a qualidade da obra.

Como sabemos, a fundação é a estrutura que permite a distribuição de carga para o solo na construção de casas, prédios, viadutos ou qualquer grande edificação. 

No entanto, apenas a sua função não garante que a obra terá segurança e qualidade. Para isso, é necessário que profissionais qualificados trabalhem na fundação e façam o projeto e a execução do serviço com planejamento e eficiência.

Uma boa fundação pode reduzir os custos ao longo da execução do empreendimento e principalmente durante o uso e a operação dele.

Assim, vale destacar que é muito mais complicado e também custos de recuperar manifestações patológicas causadas por problemas com a fundação. Em muitos casos esse processo se torna até mesmo inviável, obrigando a demolir e reiniciar a obra novamente.

Temos diversos exemplos na história da construção civil que comprovam este ponto. Por exemplo, o famoso caso dos prédios tortos em Santos, onde fundações de malfeitas fizeram com que os prédios saíssem do prumo no litoral paulista.

Os prédios foram construídos entre 1950 e 1960 e a partir da década de 70 começaram a afundar, pois foram construídos sobre terreno mole e instável. Com o passar do tempo, eles passaram a ter inclinações que variavam de 50cm até 1,80m entre a base e o topo do prédio.

Essa situação só foi resolvida em 2004, quando foram iniciados estudos coletivos para solucionar o problema. Depois de oito anos de estudos e pesquisa, o trabalho de recuperação começou a ser feito e foi finalizado em 2014.

O diagnóstico que encontrou o problema estava no erro conceitual de fundação, causado pela falta de planejamento adequado. A recuperação de cada prédio custou cerca de R$ 1,5 milhão e os imóveis chegaram a desvalorizar até 75% antes dos procedimentos de reparo.

Um exemplo mais recente está na Millenium Tower, nos Estados Unidos, que indica que mesmo com as novas tecnologias disponíveis, os erros podem causar grandes prejuízos.

O edifício teve um investimento de cerca de 2 bilhões de reais e acabou afundando quase meio metro para dentro do terreno. O erro na fundação da Millenium Tower teve custos iniciais previstos para o reforço de fundações são da ordem de 500 milhões de dólares, praticamente inviabilizando qualquer lucro do empreendimento.

Assim, percebe-se a importância da fundação bem-feita e como erros podem ser fatais para a construção de um novo empreendimento. A execução de fundações é bastante complexa e, como destacamos anteriormente, deve ser feita por profissionais experientes e qualificados.

Se a reparação dos erros não puder ser feita, em alguns casos, é até necessário fazer a demolição do edifício ou de alguns andares. Esse retrabalho, além de complexo, é bastante custoso para as empresas da construção civil.

Por isso, é extremamente importante que sejam feitos planejamentos para a execução da fundação e, assim, garantir sua segurança e qualidade, além do lucro proporcionado às construtoras. Nesse sentido, a investigação do solo é uma etapa também bastante importante.

Essa análise geotécnica torna possível conhecer características do solo, controlar sua qualidade e estimar determinado padrão de comportamento que ele apresentará. Ainda é possível identificar em que pontos específicos o comportamento e a composição variam, algo imprescindível para a elaboração de fundações de qualidade.

Principais causas de patologias em fundações

Existem diversas causas que podem provocar manifestações patológicas nas fundações. No entanto, as três principais são:

  1. Ausência ou falha nas investigações dos solos.
  2. Problemas com relação ao comportamento do solo.
  3. Problemas envolvendo o desconhecimento do comportamento real das fundações.

Mesmo assim, a principal razão é a falha ou a ausência de uma investigação geotécnica adequada. Isso ocorre porque as outras duas razões estão ligadas direta ou indiretamente com a realização inadequada de profissionais sem experiência ou conhecimento.

Esse procedimento deve ser realizado antes mesmo da elaboração do projeto e, tanto sua ausência, quanto falha na investigação, pode ocasionar fundações inadequadas. 

Caso seja feito de maneira equivocada, podemos ter o superdimensionamento da fundação, reduzindo o lucro final do empreendimento. Se acontecer ao contrário e os números forem inferiores ao necessário, pode gerar fissuras, trincas, deformações e até o colapso da estrutura com graves fatalidades.

Para que o processo seja bem-sucedido, deve ser feito apenas por profissionais qualificados, como destacamos anteriormente. Além disso, também é necessário que haja profissionais competentes tanto na execução, quanto na interpretação dos dados gerados.

As investigações dos solos são a base da construção civil, pois apresentam as características fundamentais para iniciar qualquer empreendimento. Além disso, a execução apropriada, as manutenções e os cuidados durante a operação são essenciais para o sucesso completo da fundação.

Prejuízos provocados em uma obra por uma fundação ruim

Como destacamos ao longo do texto, uma boa fundação pode evitar prejuízos em obras. Caso elas suportem menos carga do que necessário ou então não estejam apoiadas em solo resistente, toda a obra pode apresentar diversos problemas futuros.

Existem diversos problemas, como prejuízos financeiros, visuais, de desempenho e até mesmo acidentes fatais consequentes de fundações inadequadas

Refazer um simples reboco ou então reerguer uma parede já são procedimentos complexos, em fundações isto é ainda mais complicado, principalmente porque a maioria dos erros são identificados após a conclusão da obra.

As principais manifestações patológicas que podem ocorrer são fissuras, trincas e deformações. Algumas delas podem ser disfarçadas ou reparadas periodicamente, uma vez que a maioria das medidas é paliativa e as patologias sempre retornam.

Quando esses problemas são em escalas maiores, exigem reparos estruturais severos e dispendiosos. Além disso, em muitos momentos chega a ser necessário interditar e demolir o empreendimento.

Os principais tipos de dano são:

Arquitetônico – Menos severo, mas é extremamente desconfortável visualmente e confere insegurança aos usuários.

Danos funcionais – Nível mediano de severidade, mas ainda não leva à inutilização. No entanto, gera bastante prejuízos à estrutura.

Danos estruturais – Defeitos significativos em todo o conjunto da obra e comprometem sua estabilidade. Esses danos tornam necessária a realização de intervenções de reforço, desocupação e até demolição.

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