As construções transformadoras que vão moldar o mundo em 2021

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As construções transformadoras que vão moldar o mundo em 2021

construções

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Com o início de 2021 pudemos analisar melhor os impactos da pandemia do novo coronavírus na saúde das pessoas e em diversos setores econômicos do país. Mesmo assim, as perspectivas para o ano são de retomada da economia, puxadas principalmente pelas indústrias mais fortes, como é o caso da construção civil. No ano que passou, por exemplo, a União Fundações informou que confiança da construção civil teve alta pelo quarto mês consecutivo. Nesse sentido, muitos projetos arquitetônicos que foram interrompidos estão voltando a ativa gradualmente e existem diversas construções transformadoras que vão se tornar referência para outras obras no futuro.

Muitas destas estavam encomendadas e projetadas anos atrás. É bem possível que elas reflitam em novas tendências em questão de estrutura, design e até mesmo da forma como estão sendo construídas e como as obras estão sendo conduzidas. Isto ocorre principalmente pela vocação de sustentabilidade que os trabalhadores das diversas áreas envolvidas estão se empenhando. Cada vez mais, e a pandemia é um alerta para isto, a preocupação com obras ambientalmente corretas aumentará e é necessário que as empresas e funcionários estejam conectados nesse sentido.

A União Fundações separou algumas das mais impressionantes construções transformadoras que vão moldar o mundo em 2021. Confira:

Aquarela (Quito)

A primeira obra da lista de construções transformadoras está chegando na conclusão da fase 1. A obra Aquarela está encantando a todos que têm a oportunidade de apreciar o projeto e o seu andamento. O empreendimento residencial é projetado por Jean Nouvel, que ganhou o Prêmio Pritzker, o chamado Nobel da Arquitetura, dez anos atrás. Localizado em Quito, no Equador, a construção pode ter sua segunda fase estendida até 2022, devido a pandemia e todos os percalços causados por ela.

O projeto é, na realidade, um complexo residencial de 650 unidades, projetado no bairro de Cumbaya. Sua construção foi iniciada em 2017 e é desenvolvida em parceria com a empresa local Uribe & Schwarzkopf. Possui um total de 136.580 metros quadrados busca se integrar com a paisagem montanhosa dos arredores da cidade. Isto ocorre porque é uma região cercada por áreas verdes e grandes praças, estrategicamente localizada e facilmente acessível, na melhor área residencial do vale do Cumbayá.

Ele é composto por várias estruturas separadas de nove andares e apresenta uma série de longas varandas que se desenrolam entre si dão ao projeto uma qualidade monolítica. Seu revestimento é de pedra, as venezianas são de madeira e a vegetação exterior pretendem ajudar o edifício a refletir e assimilar a topografia montanhosa e o verde da região, ao mesmo tempo em que oferece aos residentes uma ligação tangível com a natureza. Os interiores dos apartamentos contam com altas janelas sombreadas por persianas de madeira. No saguão de entrada, a vegetação toma conta do espaço, mostrando continuidade com o exterior.

Hotel Green Solution House (GSH) – Rønne

Como falamos anteriormente, as construções transformadoras estão engajadas em questões ambientais e de sustentabilidade. O Edifício Green Solution House foi pensado para revelar os principais aspectos da economia circular na arquitetura. Desse modo, ele busca apresentar detalhadamente soluções sustentáveis aplicadas à arquitetura. Além disso, também tem como ideal promover o desenvolvimento contínuo da disciplina. Tudo isso compartilhando o conhecimento adquirido ao longo do processo.

O projeto está sendo descrito como o primeiro hotel favorável ao clima da Dinamarca, onde está sendo construído. Isto significa que o edifício foi projetado para economizar mais carbono do que emite ao longo de sua vida útil. E isto ocorre desde sua fundação, já que ele é a renovação de um antigo hotel. Ele está sendo construído em um parque natural sob uma área pantanosa com lagos sazonais. Mesmo assim, a ideia é que se use estes lagos para o tratamento da água e esgoto produzido pelo edifício além de promover a biodiversidade local, favorecendo o desenvolvimento sustentável e a salvaguarda de espécies locais ameaçadas de extinção.

Além disso, a obra procurou eliminar qualquer noção de desperdício. Assim, todo o empreendimento foi concebido para ser desmontado ao final de sua vida útil, permitindo a reciclagem de cada um de seus materiais e componentes quando estes não sejam de origem natural e/ou biodegradáveis. Isto se deve principalmente à utilização de elementos de concreto foram pré-fabricados à cinco quilômetros da obra e granito. Também foram criados quartos com sistema inteligente, que monitora o impacto de cada hospede na estrutura como um todo, monitorando o consumo de água e energia, as condições de iluminação e ventilação natural em cada ambiente.

A exploração da economia circular se deu de vários modos e um deles foi através da energia. Assim, foram implementadas várias estratégias sustentáveis e pelo uso pragmático dos recursos: produção de energia no local, tecnologias naturais, sistemas inteligentes de controle de temperatura e qualidade do ar, projeto para desmontagem, ventilação e iluminação natural abundante além de reciclagem e ressignificação das estruturas existentes. Além disso, o projeto foi incentivado a trabalhar em colaboração com cada um dos fabricantes locais, também pudemos mapear os fluxos de todos os possíveis resíduos gerados pela construção do edifício e seus componentes, reciclando-os na própria obra.

Floating Music Hub – Ilha de São Vicente

A última obra da nossa lista de construções transformadoras é a Floating Music Hub. Criado pelo grupo de arquitetura e urbanismo NLÉ, ele segue a tendência de a própria construir de forma rápida e barata sobre a água. Sua sustentabilidade se encontra no autodenominado Makoko Floating System da empresa, que permite aos construtores locais montar módulos de madeira pré-fabricados em estruturas flutuantes. A mais recente evolução do sistema é um centro de performance e artes em São Vicente, Cabo Verde. Destacando-se no Oceano Atlântico, as três estruturas leves abrigarão uma sala de shows, estúdio de gravação e bar, demonstrando que a arquitetura flutuante fácil de montar pode oferecer uma alternativa acessível aos espaços culturais tradicionais.

Nascido na baía do Porto Grande, ele tem como principal objetivo é promover o intercâmbio entre músicos locais e internacionais. Ele é composto por uma praça frontal, um pontão flutuante e uma praça central flutuante que faz a ligação com as três naves. A nave maior é uma sala de espetáculos, a média é um estúdio de música com equipamentos mordermos e a terceira nave é um pequeno bar de apoio ao espaço. Estas naves são equivalentes a um barco flutuante, com estrutura leve, para que não se tornem objetos estranhos ao contexto da obra.

A ideia é que o projeto tenha impactos negativos de pequena intensidade, sem atacar o solo, nem impactar na atmosfera e na qualidade da água. Além disso, ele não afetará a ondulação e a maré. Também foi pensado para reduzir os impactos a fauna e a flora marinha, cujas espécies podem se deslocar para outras áreas.

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