Aplicação da fôrma para concreto na construção civil: conheça seus tipos e usos

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Aplicação da fôrma para concreto na construção civil: conheça seus tipos e usos

Aplicação da fôrma para concreto na construção civil

Aplicação da fôrma para concreto na construção civil

A fôrma para concreto é uma ferramenta essencial para os projetos de construção civil. Basicamente, ela serve como um molde para possibilitar a concretagem da estrutura de edificações

Desse modo, esse equipamento é responsável por realizar a definição do formato ideal dos elementos estruturais. Além disso, ele também preserva o concreto, permitindo que ele atinja a resistência definida no projeto estrutural.

O sistema de fôrmas deve sempre possuir escoramentos e cimbramentos que auxiliam na estruturação e sustentação das fôrmas. Principalmente se for utilizado em vigas, pilares, lajes e paredes. 

Também deve apresentar resistência suficiente para aguentar o peso próprio, o peso do concreto e eventuais cargas aplicadas. Toda essa precaução serve para que se possa garantir a integridade funcional e estética dos elementos.

Também existem outros objetivos da utilização da fôrma para concreto é viabilizar o adensamento do concreto e protegê-lo durante a cura. Com isso é possível evitar consequências do clima, choques físicos e perda de água.

Mesmo que seja um equipamento relativamente simples de ser utilizado, as fôrmas precisam ser executadas com cuidado e precisão. 

As dimensões e prumo precisam ser verificados após a colocação das armaduras e antes do lançamento do concreto. Além disso, elas não devem possuir valores diferentes (considerando uma tolerância de dimensões) dos que foram indicados na planta de fôrmas.

Outro ponto a se considerar é a verificação da superfície interna das fôrmas. Elas devem estar livre de detritos e a condição de estanqueidade das juntas, pois assim evita-se a perda de pasta ou argamassa. 

Além disso, é preciso realizar a análise da necessidade de aplicação de desmoldante e tratamento da superfície do elemento. Isso deve acontecer principalmente se houver intenção de utilizar acabamento em concreto aparente.

Antes de adquirir uma fôrma para concreto, é necessário fazer o cálculo da quantidade de fôrma que será necessária para a concretagem de vigas, pilares e lajes. Cada elemento apresenta um método diferente de cálculo e deve ser feito de maneira precisa e correta por profissionais qualificados.

Tudo isso deve respeitar o dimensionamento do projeto estrutural e ao detalhamento indicado na planta de fôrmas. Isso é muito importante, já que o formato e as dimensões dos elementos estruturais apresentam impacto direto na arquitetura da edificação e resistência da estrutura.

Além disso, deve ser feita a escolha do tipo de fôrma conforme a complexidade da obra, materiais disponíveis e análise de custos. Assim, é necessário considerar a montagem, desmontagem e possibilidade de reutilização, que variam de acordo com o material.

Confira os principais tipos de fôrma para concreto utilizados na construção civil.

Saiba quais são os principais tipos de fôrma para concreto

Fôrma de Madeira – Em primeiro lugar, vamos destacar um dos tipos de fôrma para concreto mais comuns em obras de pequeno a médio porte. Como a concretagem pode ser realizada apenas uma única vez e também devido à baixa complexidade de uso, se tornou bastante popular.

Em geral, a madeira mais comum para a utilização desse tipo de fôrma é a pinus. Ela possui três tipos de variações, que se diferem pelo nível de qualidade. A pinus de qualidade 1 é a melhor entre todas e o seu uso não é recomendado para fôrmas, já que deve ser aplicado para móveis e acabamentos de alto padrão.

O nível de qualidade 2 é o ideal para fazer uma fôrma para concreto. Isso se deve ao fato de que a resistência da pinus de nível 2 é o suficiente e ainda possui um custo menor do que a de nível 1. Vale destacar ainda que a pinus de qualidade 3 não é indicada, pois é muito frágil e apresenta grandes chances de ruptura.

Também existem outros tipos de madeira que podem ser utilizados para construir fôrmas, mas que são menos utilizadas do que a pinus. 

Por exemplo, temos a madeira serrada, chapa de madeira compensada e madeira resinada. As madeiras serradas são utilizadas, principalmente, como escoramento e, portanto, devem ser rigorosamente limitadas pela tolerância de cada classe.

Ainda vale destacar que todas as madeiras possuem uma média de 30 utilizações, mas esse número pode variar conforme a característica da própria madeira e também das condições da concretagem.

Fôrma de Aço – Esse tipo de  fôrma para concreto é extremamente indicado para projetos da construção civil que precisam lidar com uma obra ágil e eficiente. Nesse sentido, a resistência bastante elevada e também o método de montagem facilitam no resultado final, sem deixar de lado a alta precisão.

No entanto, este tipo de fôrma possui uma desvantagem em relação às outras. Ela apresenta um custo mais elevado para obras de médio e pequeno porte, ou seja, muitas vezes pode ser que tenha um uso restrito para casos de reutilização intensa.

Além disso, as fôrmas para concretagem feitas de aço possuem toda sua estrutura composta por esse material, com a face de contato constituída de madeira. Já o material da superfície interna se torna responsável pela limitação da quantidade de usos. Assim, a recomendação é de que a troca do compensado deve ser feita após 50 utilizações.

Fôrma de Papelão – É o modelo de fôrma para concreto mais recomendado para estruturas que possuem um formato circular. Elas são extremamente flexíveis e ainda conseguem atender os requisitos necessários para sua utilização. 

Também possuem como vantagem o baixo custo para implementação e uso. Mesmo assim, possuem uma desvantagem que é a capacidade de reutilização praticamente nula. Ou seja, ela é um tipo de fôrma que pode ser considerada descartável.

Fôrma de Alumínio – Por último, vamos falar de um tipo de fôrma para concreto mais indicadas para projetos de construção que demandam finalização ágil. Podemos citar por exemplo pequenos edifícios habitacionais.

A principal diferença deste modelo em relação aos outros está na montagem. Nesse sentido, a montagem é executada de forma integral, respeitando apenas os vãos das esquadrias. 

Sobre a reutilização dessas fôrmas, ele pode ser feito de 250 a 1000 vezes, desde que todos os cuidados necessários para conservação sejam respeitados.

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