A importância da fundação para monumentos históricos

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A importância da fundação para monumentos históricos

Antes de iniciar um projeto existem diversos processos que devem ser realizados e pensados. Cada etapa de uma obra tem sua função independente e, quando todas estão bem integradas, tornam-se uma obra de construção civil ideal. Dentre estas fases, a importância da fundação se destaca em relação às outras. Ela é responsável por suportar o peso e manter o prédio fixo e nivelado ao terreno. A União Fundações vai abordar esta relevância e dar destaque da sua atuação em monumentos históricos.

Antes de mais nada, precisamos entender um pouco mais sobre as fundações. O papel estrutural delas se dá por sua finalidade, que é de absorver as cargas emitidas pela edificação e distribuí-las para uma camada resistente do solo. Assim, elas farão com que a obra permaneça no lugar, sem rupturas e sem sofrer instabilidade. No entanto, é preciso de um bom alicerce e esse é o papel da fundação e, para isto, deve-se realizar um projeto de fundação.

Assim como a importância da fundação se dá pela sua responsabilidade, realizar o projeto da mesma, com atenção e qualidade, é fundamental. Existem dois pontos essenciais que este planejamento vai garantir: segurança e economia. Sem realizar esta etapa com minúcia, podem ocorrer mortes devido a deslizamentos de terra, por exemplo. Isto acontece porque os responsáveis pela obra não se preocuparam com a análise precisa do solo, por exemplo.

Com relação à economia, podemos evitar o surgimento de patologias construtivas, que vão desde aberturas do elemento (rachaduras, trincas e fissuras) até infiltração, desbotamento e carbonatação, por exemplo. Todas estes problemas geram custos para a reforma, que poderiam ser evitados se o projeto tivesse sido realizado de forma adequada.

Como exemplo, apresentamos a Millennium Tower. A torre, construída em 2009 nos Estados Unidos custou cerca de 2 bilhões de reais. No entanto, todo este investimento não foi o suficiente para cobrir um planejamento mal executado. O que ocorreu foi que o edifício afundou quase meio metro para dentro do terreno. Assim, os custos para reforço da fundação foi próximo de 500 milhões de dólares, inviabilizando o lucro do empreendimento. Uma obra positiva, nesse sentido, foi a da Catedral de Notre-Dame, que mesmo após o incêndio recente, manteve sua estrutura principal praticamente intacta. Daí a importância da fundação, e do projeto elaborado por uma equipe qualificada.

Importância da fundação para monumentos históricos

Executar uma fundação é uma tarefa bastante complexa, no entanto, é muito mais complicado reconstruir as fundações embaixo da terra, com o edifício pronto e sendo utilizado. Muitas vezes acaba sendo necessário fazer a demolição do edifício ou de alguns andares. Por isso importância da fundação de qualidade, que faz com que a vida útil de obras seja estendidas por muitos anos. Como exemplos disto, vamos falar um pouco alguns monumentos históricos que ainda permanecem de pé até hoje.

Taj Mahal – Uma das mais famosas obras do mundo, fica localizada em Agra, norte da Índia. O mausoléu foi ordenado pelo rei Shah, para abrigar o corpo da rainha Mumtaz Mahal. Construído entre 1632 e 1653, levou 22 anos para ser finalizado e o trabalho de milhares de operários e animais, inclusive elefantes. O complexo é composto por três edifício, quatro torres e gigantescos jardins, chegando ao total de 17 mil metros quadrados.

A maior parte dos edifícios utilizaram tijolos comuns, encaixados em forma de círculos concêntricos. No entanto, a estrutura é coberta por placas de mármore branco, decorado com pedras preciosas e semipreciosas. As pinturas e caligrafias com trechos do Alcorão eram aplicadas no mármore antes das pedras serem colocadas na obra. Cerca de 600 artesãos trabalharam nas obras dos túmulos do rei e da rainha.

O Taj Mahal foi construído sobre um terreno que estava sujeito às cheias do rio Yamuna. Para a sua fundação foi necessário realizar escavação até o fundo e uma camada de pedras serviu de base. Sobre ela foram construídas colunas e por cima delas, mais pedras e terras. O conjunto de sustentação tem 50 metros de altura.

Panteão de Roma – Foi encomendado por Marco Vipsânio Agripa durante o reinado do imperador Augusto e reconstruído por Adriano, com data final de 126 d.C. Ele tem o formato de tambor, coberto por uma cúpula. O chão e as paredes do interior são revestidas com pedra fina, como granito e mármore colorido, enquanto o teto é de concreto aparente. Sua construção, em tese desalinhada, foi objeto de hipótese de arquitetos ao longo dos séculos. Porém, o exame das fundações e carimbos sobre os tijolos utilizados na estrutura indicam que todo o Panteão foi construído como um projeto coeso.

O elaborado sistema estrutural é composto por paredes de seis metros de espessura da base cilíndrica, que aparentam serem monolíticas do exterior, no entanto escondem uma rede planejada de vazios e arcos que atuam como oito pilares, suportando o peso da cúpula acima.

O domo do Panteão, ao contrário das paredes, tem solução estrutural visível. As cinco linhas horizontais dos denominados cofres reduzem a quantidade de concreto utilizado. Desse modo, o peso morto da cúpula entre seus membros estruturais, limitando o esforço colocado sobre os arcos escondidos dentro das paredes da rotunda.

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